MARGEM SUL

Um ponto de vista de esquerda

A COMUNICAÇÃO SOCIAL EM PORTUGAL – UM NOJO

Posted by mariopedroso em Dezembro 8, 2014

Desde as eleições europeias que o Partido Comunista Português desapareceu  dos holofotes das TV’s, Rádios e Jornais nacionais. Após o excelente resultado alcançado nas eleições europeias, aumento de votos, percentagem e mandatos, e na sequência do sucesso eleitoral das últimas autárquicas, as campainhas de alarme tocaram nas sedes dos donos da comunicação social.

O PCP tinha que ser silenciado.

Salazar13

António de Oliveira Salazar, na inauguração do Secretariado Nacional da Informação: “Politicamente, só existe aquilo que o público sabe que existe.”

Os donos das TV’s , Rádios e Jornais, detentores do capital no País, deram as instruções devidas para as respectivas redacções e estas, autênticas vozes dos donos, quais cãezinhos obedientes, estão a cumprir religiosamente o papel que lhes foi atribuído.  O PCP não existe! Ponto final!

Salazar tentou fazer o mesmo. Os filhos ideológicos da sinistra figura de Santa Comba, vão pelo mesmo diapasão.

9.10.10

A festa do “Avante!” foi praticamente silenciada e resumiu-se a alguns segundos do discurso de encerramento.

A cerimónia da apresentação do terreno da Quinta do Cabo, na qual participou o Secretário –geral do PCP e que significou o início da campanha de fundos para a compra do referido terreno, não existiu para as tv’s, rádios e jornais. Silêncio total.

Daí para cá, tem sido um silêncio de chumbo sobre as diferentes iniciativas do PCP, a saber:

– “ A força do povo, por um Portugal com futuro – uma política patriótica e de esquerda”, com diversas acções pelo País fora, sempre com a presença de Jerónimo de Sousa, não existiu para os escribas de serviço.

– A VIII Assembleia da Organização Regional do Algarve, não existiu para os calhordas que dominam as redacções.

– O debate no qual participaram Pezarat Correia, João Ferreira do Amaral, para além de alguns dirigentes do PCP, Jeónimo de Sousa incluído, também não foi alvo de notícia nos mui democráticos e pluralistas orgãos de comunicação social portugueses.

– Sobre a  XI Assembleia da Organização Regional do Porto, que contou com a presença de Jerónimo de Sousa, silêncio total.

– Sessão evocativa do 100º aniversário do nascimento de Sérgio Vilarigues, totalmente silenciada, não existiu para os serventuários das tv’s, rádios e jornais da nossa praça.

– Propostas de alteração ao Orçamento de Estado apresentadas pelo PCP, totalmente silenciadas, pois claro. Então não é preciso passar a mensagem que os comunistas só protestam e nunca apresentam alternativas?

Porém, somos bombardeados até ao vómito com a detenção de um primeiro ministro de má memória para os trabalhadores portugueses, nomeadamente os do estado, e para os reformados e pensionistas, todos  esbulhados dos seus direitos e salários em nome de políticas de rapina, durante o reinado desse senhor, e que continuam agora com o herdeiro de  Salazar.

O cortejo a Évora é um nojo.

Somos bombardeados pelos canalhas da comunicação social dominante, sobre quedas de muros, enquanto outros muros bem mais actuais, continuam a ser erguidos e ampliados, Palestina, fronteira do México com os Estados Unidos, etc.; mas sobre esses, o silêncio cúmplice das vozes dos donos impera como lei.

Somos bombardeados até à nausea com as afirmações inócuas de Passos, Portas e António Costa, essa nova coqueluche da alternância. Não há arroto de Costa que não tenha ressonância nas TV’s e quejandos nacionais.

Até um aniversário de uma figura esguia, tortuosa e cínica, da nossa democracia, foi alvo de grandes parangonas.

O PCP, esse, ao contrário de outras forças políticas,  BE incluído,  não tem um único comentador residente nos diferentes canais de televisão.

Nos painéis, é totalmente ostracisado, salvo a honrosa excepção das manhãs da Antena 1, em que João Ferreira marca presença às 5ªfeiras.  Nos Prós e Contras da autoria daquela excreção de jornalista, raramente marca presença um representante do Partido Comunista e quando está, é-lhe cortada sistematicamente  a palavra a meio das suas intervenções.

É um manto de silêncio. Mas desenganem-se os censores de serviço. O PCP existe,  está e estará  sempre, onde as lutas e o pulsar deste povo assim o exijam.

passos-coelho-salazar

Foi assim durante a ditadura fascista, será assim durante este período negro e nojento  da nossa história. Nojento, como a comunicação social dominante.

 

 

 

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